Ainda mais bacana!
Zuzu Angel, estilista reconhecida internacionalmente por seu estilo autêntico nos anos 60, já vestia e inventava moda com a Chita.
E quem mais?
Chacrinha com seu paletó legendário de velho guerreiro.
Moraes Moreira uniu-se à noiva envolta num belo Chitão.
Este tecido de algodão puro, estampado por carimbos em motivos coloridos que aqui se transformou, num escancarado representante da diversidade e da riqueza regional brasileira, de versatilidade que, nesta exposição, também podemos descobrir pela chita européia...
Entre as variações intimistas e generalistas é que nos enredamos pela exposição que Chita Bacana, que vai até o final do mês no Sesc Belenzinho.
Pela enorme maquete acompanhamos o roteiro da chegada da Chita vinda da Índia para o Brasil, durante o processo de colonização. Folclore, História, artesanato, tecnologia, leituras sócio-econômicas, quantos imbricados vamos descobrindo por causa da Chita! E percorremos os espaços como quem se enrola num trançado cultural...Tem teatro Mamulengo, oficinas, literatura de chita: o tecido em citações literárias de autores famosos, cinema com o filme Andanças na Chita, pantógrafos e cilindros, utilizados para obter as estampas.
O que faltou mesmo foi um ambiente que reafirmasse e realçasse a alegria do tema e a vivacidade das cores... O escorregão técnico da ambientação toda em preto enclausurou a alegria do tema, encerrou as cores, limitou o encantamento.
Mas não deixe visitar para conhecer a história da chita, vale a pena! E quando for não perca o espaço com centenas de balões de ar estampados... Maravilhosos! Mas você vai concordar comigo... Muito mais radiante numa montagem clean, em branco, a Chita teria ficado muito mais bacana!
Exposição Que Chita Bacana
SESC Belenzinho - Praça e Galpão da Praça
De terça a domingo, das 9h às 18h (até 31 de março)
Ingressos: R$3,00; R$2,00 (usuário matriculado); R$1,50 (trabalhador no comércio e serviços matriculado/idosos/estudantes)