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WWW. Arteeletrônica...

Ponto com ponto br. A idéia durante muito tempo soou estranha, ou irrealizável para muitos, lembra-se do famoso desenho a família Jetsons, clã futurista, cujas engenhocas já prenunciavam algumas das maravilhas high-tech do século XXI, como a (ex) utópica telecomunicação visual, que mostrava os interlocutores em tempo real, ao vivo e a cores, hoje possível com as Web Cams. A tecnologia e a arte romperam a ficção para se tornar a mais pura ou talvez a mais relativa verdade virtual.

Se atualmente, discutem-se questões cismáticas sobre o futuro da grande rede, e da função reflexiva da arte, nesta relativamente nova mídia, tais como sua capacidade inexplorada, inversão e re-significação do conceito autoria, compartilhamento, interação, valor para o usuário, e mesmo aperfeiçoamento, só para citar algumas delas; seu o nascimento, por sua vez, se comparado ao estágio evolutivo atual, parece incipiente, se desconsiderarmos que ele é o fruto de muitos anos de pesquisa e desenvolvimento, que ainda perseguem a maturação. 

 

 Os primeiros trabalhos artísticos, em computadores, ainda nas máquinas analógicas, foram desenvolvidos por volta de 1952, com americanos, mas foi mesmo a partir de 1962, com os alemães, que a “computer art” adentrou a era em que os trabalhos artísticos eletrônicos, puderam ser inteiramente produzidos em  computadores digitais.

Progresso totalmente ampliado nos anos 60 e 70, sobretudo por europeus e norte americanos, devido à sobrepujança tecnológica destes continentes, com muito orgulho, foi mesmo pelo trabalho de um artista brasileiro, Waldemar Cordeiro, por sua contextualização social às imagens, em parceria com um físico italiano, Giorgio Moscati, que a arte eletrônica experimentou a dimensão crítica.

A net ou web art entendida como fusão da arte-comunicação com a arte digital, acaba estendendo a idéia de comunicação e circulação da arte à rede digital polemizando e reivindicando o uso da Internet como profusora de cultura a partir de reflexão e de consciência crítica.

Se há alguns anos seria impensável a visita a um museu virtual, hoje ao digitar a expressão web arte ou arte eletrônica num site de busca como o Google por ex. é possível conferir não apenas as diversas opções de artistas e obras, como muitas informações sobre o seu processo de evolução, desde o início de sua quase recente descoberta.

 

A consulta a estes sites nos traz o contato com este mundo virtual fora do circuito Internet a que estamos submetidos e nos ajuda a perceber algumas das estruturas diferenciadas de interação na internet; também nos empurra para a dimensão sensorial de todo, a uma realidade de rede de interconexões, lembrando-nos que utilizamos nosso computador individualmente, mas, sempre ao mesmo tempo e no mesmo espaço que milhões de pessoas, ou seja, que a navegação é uma experiência coletiva, da qual a unicidade que hoje nos é apresentada como única possibilidade, decididamente não faz parte.

A sensação de se perder neste ambiente completamente diferente da internet convencional?

Você só vai saber quando acessar...

 

www.potatoland.org/riot   www.influenza.etc.br   www.desvirtual.com

Leia mais sobre o assunto: www.file.org.br   http://www.itaucultural.org.br/index.cfm?cd_pagina=2006

 



Escrito por Fernanda Ayres às 01h12
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